Vida da Beata Maria Rivier

Maria Rivier

Maria Rivier (1768 – 1838) fundou a 21 de novembro de 1796, uma Congregação religiosa no conturbado contexto da Revolução Francesa, precisamente quando se assistia à dispersão e extinção dos Institutos religiosos.

Uma mulher profundamente tocada por Deus, que se deixou conduzir inteiramente pela Sua vontade. Essa docilidade ao Espírito enraíza-se na experiência de um encontro que viveu diante duma imagem da Pietá. 

Enquanto criança, Maria Rivier sofreu um acidente que veio a paralisar o seu crescimento, impedindo-a de andar. Assim, sua mãe deixava a pequena Marinette aos cuidados daquela Pietá, intuindo que entre ambas iria nascer uma profunda relação nutrida por longos diálogos que duraram quatro anos. 

Jesus revela a esta menina o grande mistério: “Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho” Jo3, 16. Pouco a pouco, ela compreende todo o poder do Amor e implora à Pietá a sua cura. Mas vê mais longe, vê maior: “Se me curares, eu trago-te meninas, ensino-as e digo-lhes para te amarem muito”. 

Feita a sua oblação nas mãos da Pietá, Maria Rivier é curada. A partir desse momento, no silêncio do seu crescimento humano e espiritual, o desejo de uma total consagração a Jesus vai ganhando raízes mais profundas e sólidas.  

Começa assim a aventura de uma mulher de 1,32 de altura, que se deixou atravessar pela graça de Deus e funda a Congregação das Irmãs da Apresentação de Maria. “A sua pequena estatura aconteceu, só para que pudéssemos descobrir melhor a sua grandeza espiritual, só para que aparecesse no mundo como sinal do amor de Deus, só para que tivesse mais facilidade de correr, saltar e estar perto dos que andavam longe, dos que se tinham distanciado ou daqueles a quem alguém tinha afastado do caminho… que é Jesus” (D. Manuel Martins – Bispo de Setúbal 1975- 1998). 

Como prometeu à Virgem Maria, a Congregação terá essa missão de estar junto das crianças e jovens, bem como daqueles que mais sofrem, particularmente, os mais pobres. O seu zelo é infatigável: mostrar e ensinar Jesus Cristo através da vida de cada Irmã da Apresentação de Maria. “Quem me dera ter mil vidas para levar o conhecimento de Jesus Cristo por toda a parte”.

Beatificada por S. João Paulo II a 23 de maio de 1982, Maria Rivier, aquela que sempre procurou a humildade: “nada sou, nada tenho, nada posso, foi Deus e Nossa Senhora que tudo realizaram” …é assim reconhecida pela Igreja como alguém que procurou “encarnar, num momento determinado da história, um aspeto do Evangelho” Papa Francisco.